Ontopsicologia

Da Ontopsicologia

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Ontopsicologia é uma ciência interdisciplinar[1] e epistêmica cujo escopo é a investigação e a demonstração da capacidade de conhecer o real de modo verdadeiro e reversível, ou seja, com nexo ontológico: do conceito ao objeto e vice-versa. Em base a décadas de pesquisas, constatou que o erro que vicia a possibilidade do conhecimento crítico não está na natureza das faculdades intelectivas e volitivas do ser humano, mas no processo formativo e reflexivo da consciência. Portanto, para que a filosofia e a ciência possam ser funções de referência segura, real e evolutiva para o ser humano, faz-se necessária a revisão da consciência de seus operadores, técnica esta que se denomina psicoterapia de autenticação.

No Brasil, o MEC aprovou em setembro de 2014 o Bacharelado em Ontopsicologia. Na Rússia, desde 1998 existe pós-graduação em nível de mestrado, doutorado e especialização em Ontopsicologia, junto à Faculdade de Psicologia da Universidade Estatal de São Petersburgo.

O método ontopsicológico se propõe como um conhecimento elementar que pode ser usado como preliminar à exatidão científica em geral (cfr. vídeo A essência da Ontopsicologia), sendo ensinado em cursos de Graduação e Pós-Graduação, junto à Antonio Meneghetti Faculdade, no Brasil, e Graduação e Mestrado em Psicologia, junto à Universidade Estatal de São Petersburgo, Rússia.

Sendo um conhecimento ontológico, pode ser aplicado em diversos setores do saber humano. Porém, a Ontopsicologia - a exemplo da fenomenologia husserliana - não se confunde com a psicologia, nem se reduz à sua aplicação clínica, sendo uma ciência autônoma, com objeto, método e fim específicos.

Nesse sentido, Antonio Meneghetti, cientista que formalizou a Ontopsicologia nos últimos 40 anos, define-a como[2]:

"Uma análise científica, racional, que faz a revisão crítica da consciência. É conhecimento do ser no modo da psiquicidade humana." (cfr. vídeo "O que é Ontopsicologia?")

A ciência ontopsicológica representa hoje uma novidade em absoluto. Sua metodologia é aplicada nos campos econômico, político, médico, artístico, científico e pedagógico, como suporte à figura do líder, entendido como intuição ativa de soluções para o social (cfr. O que é Ontopsicologia? História e Definição), com impacto relevante de desenvolvimento econômico, social, cultural e científico em países como Brasil, Rússia, Ucrânia, Itália e China.

Índice

Estrutura Científica da Ontopsicologia[3]

A Ontopsicologia é a abertura de um modelo alternativo ao proceder científico que hoje está presente no mundo. Essa ciência mede o real segundo a função homem. É uma ciência que utiliza os primeiros princípios racionais e prossegue com um processo racional. Tem um objeto de estudo, um método e um fim.

Visão

O homem, protagonista responsável, baseado em uma virtualidade capaz de atuação pessoal no ser. Antes de tudo, a Ontopsicologia tem uma visão de homem. Por problema, situação, tensão, o protagonista responsável é o homem. O ser humano é baseado em uma virtualidade, ou seja, em um potencial que já está em prospectiva, que tem já alguns parâmetros. Tal virtualidade tem a capacidade, em sentido físico e ôntico, de fazer-se pessoa no ser.

Objeto

A Ontopsicologia tem por objeto a atividade psíquica inerente à fenomenologia humana, ou seja, estuda a experiência psicológica humana, individua as causas que a constituem e os elementos que podem resolvê-la.

Por "atividade psíquica" entende-se o númeno, a alma, o si de cada si, o informal que forma cada sucessivo. É o ponto através do qual o homem pensa, quer, existe, mas que não pode objetivar, nem mesmo em seus processos racionais. É transcendente, invisível e revela-se apenas pelos efeitos.

A psique é intencionalidade formal: projeta imagens. A imagem é prioritária a partir do momento em que se dá a existência. A última redução que podemos fazer da atividade psíquica é potência formalizante. A atividade psíquica é o processo da formalização. Nesse sentido, remete-se ao significado de "unidade de ação". As imagens são estruturas através das quais pode acontecer qualquer variável energética.

Método

O método da Ontopsicologia é bilógico: processo racional indutivo-dedutivo, com a novidade dos princípios complementares do campo semântico, Em Si ôntico e monitor de deflexão.

Isso significa que a Ontopsicologia, para poder conhecer o homem, usa a intuição e o raciocínio indutivo-dedutivo, une o conhecimento do campo semântico à lógica da razão. Não se trata, portanto, de excluir a razão, mas de acrescentar a ela o critério organísmico.

Fim

Reportar a lógica do Eu à lógica do Em Si ôntico para consentir a realização.

O fim contínuo da Ontopsicologia é reportar a lógica do Eu, da consciência, a lógica racional e voluntária, à lógica do Em Si ôntico. Portanto, reportar as formas, as estruturas conscientes ao projeto primário, original do Em Si ôntico, para que coincidam. Nisso, obtém-se a realização.

A Ontopsicologia, nesse sentido, é a ciência experimental que dá a conexão da fenomenologia à causalidade ôntica. Entra-se no simples do "mundo-da-vida".

Fundamentalmente, a Ontopsicologia analisa o valor positivo e criativo presente em cada ser humano. Através dos instrumentos que esta ciência disponibiliza é possível que o indivíduo conscientize seu potencial e atue-o na história, buscando o desenvolvimento integral da própria personalidade (saúde, economia, relações sociais etc.).

Descobertas

Procedendo com atitude bilógica, foram feitas três descobertas: Em Si ôntico, campo semântico, monitor de deflexão.

Através da competência racional desses três modos, pode-se objetivar de maneira científica qualquer realidade. "Objetivar de modo científico" significa que, dadas certas premissas, é inevitável o efeito: conhecem-se as causas que estão movimentando efeitos isolados e distintos. Pode-se, portanto, intervir na causa, variar seus vetores e obter outros efeitos.

Com o conhecimento dessas três descobertas, pode-se proceder em qualquer setor da pesquisa e do conhecimento humano: química, geologia, astronomia, comportamento humano etc.

A Ontopsicologia se diversifica de todas as outras ciências com base nessas três descobertas, em base às quais funda sua teoria e sua práxis.

Critério

O critério da Ontopsicologia é o Em Si ôntico, segundo as suas 15 fenomenologias homologadas em situação histórica, entre as quais presentes ao menos:

  • Identidade;
  • Utilitarismo; e
  • Funcionalidade.

Por identidade utilitarístico-funcional entendem-se as primeiras categorias do Em Si ôntico:

  1. O ser em si: a ação é boa quando confirma o ser em si, quando reforça a causa formal, a formalidade do ser. A formalidade é o ato que especifica o ser que é e, portanto, este é constituinte da identidade daquele ser. O Em Si é a identidade e, portanto, é bom aquilo que é:
  2. útil; e
  3. funcional a esta identidade inseica
  4. A diferença entre "útil" e "funcional" é a seguinte:

    • "Útil" dá subsistência, dá alimento para conservar-se integralmente;
    • "Funcionalidade" acrescenta evolução.
  5. virtual, implica qualidade de valor: o Em Si ôntico faz autóctise histórica melhorativa.

O homem escolhe, com base na sua identidade, o que é útil para a funcionalidade da sua individualidade histórica.

O Em Si ôntico se move em conexão com as exigências da evolução atual do sujeito, portanto, a autóctise histórica é o corretor histórico do evento.

Em síntese, o critério adotado pela Ontopsicologia é o "critéro de natureza" (e não um "critério de convenção"). A primeira fenomenologia deste critério (Em Si ôntico) é o critério organísmico, ou funcionalidade da unidade de ação no contexto.

Demonstração

A demonstração objetiva da Ontopsicologia está na práxis ou resultados: sanidade funcional e realização.

Antes de teorizar-se como ciência, foi demonstrada na práxis clínica e na a resolução do sintoma ou problema, ou seja, teve a própria hipótese verificada sobre o objeto de análise.

Quando bem aplicado, o método ontopsicológico resulta em:

  • Desaparecimento do sintoma ou problema;
  • Desenvolvimento do sujeito no plano da funcionalidade integral a si mesmo sobre a globalidade existencial.

A demonstração de que as descobertas são operativas, ou seja, que são técnicas que implicam uma mecânica funcional é, antes de tudo, o desaparecimento do sintoma (o problema é resolvido se o sujeito se homologa à indicação do próprio Em Si ôntico) e, em segundo lugar, o desenvolvimento do sujeito ou da sua obra no plano da funcionalidade integral a si mesmo sobre a globalidade existencial.

O indivíduo, usando tais competências, estabelece em si um progresso de funcionalidade "integral", porque estão conexos todos os valores do holístico humano (dinheiro, saúde, evolução intelectual, espiritual, responsável, societária etc.). "Sobre a a globalidade existencial" significa sobre o contexto do ambiente onde o sujeito vive.

Quando tal funcionalidade integral está ausente, existe um erro, uma interferência, que pode ser documentada e visualizada por meio do conhecimento operativo do Em Si ôntico, do campo semântico e do monitor de deflexão. É suficiente retomar o uso contemporâneo dessas três descobertas e evidencia-se o porquê, a causa que impede o sujeito de crescer, de evoluir etc.

Dinâmica

No homem podem ser verificadas duas dinâmicas: uma previsa pela lógica da natureza, da vida, e outra devida ao efeito desorganizador do monitor de deflexão.

O Eu tem a tarefa da conservação em evolução, deve constantemente autopor-se (autóctise histórica), definindo o lugar, o tempo e o modo. da responsabildade do Eu depende o ser ou não-ser histórico do Em Si.

De fato, a "saúde para a criatividade" não acontece: o homem experimenta-se, muitas vezes, em perda, em patologia, em impossibilidade de obter o inteiro do seu existir. A frustração determina-se a partir de uma desproporção entre fornecimento de energia e retorno em perda.

Instrumentos de análise

  1. Anamnese linguística e biografia histórica
  2. Sintoma ou problema
  3. Fisionômico-cinésico-proxêmica
  4. Sonho
  5. Campo semântico
  6. Resultado

De tais instrumentos, os três primeiros são utilizados também na ciência tradicional. A Ontopsicologia une a esses, outros três aspectos: o campo semântico, o resultado e o sonho.

O campo semântico é emanação informática. É uma transdução informática sem deslocamento de energia. É uma informação ulterior, constante, da qual, porém, perdeu-se a sensibilidade, a leitura. A Ontopsicologia recuperou esse conhecimento. Através da metódica ontopsicológica, de fato, é possível ler e codificar essa informação. O resultado, em sentido científico, é um dado incontestável, por meio do qual é possível verificar imediatamente se um sujeito está curando e evoluindo. Pode-se verificar como o sujeito está agindo, como está escrevendo a própria vida.

Outra inovação da Ontopsicologia é o método de interpretação do sonho, o qual é um gráfico, uma ideografia estruturada exclusivamente pelo critério (Em Si ôntico). Nesse sentido, recomenda-se a leitura da obra Imagem e Inconsciente.

Instrumentos de intervenção

Para compreender os instrumentos de intervenção por meio dos quais a Ontopsicologia opera, é aconselhável remeter-se aos textos que tratam de modo específico os diversos argumentos inerentes.

Aplicações

As áreas de intervenção humanístico-profissionais do método ontopsicológico são as seguintes (também nesse caso, aconselham-se os textos que tratam de modo específico os diversos argumentos):

Etimologia

A palavra "Ontopsicologia" é formada a partir de três radicais gregos: ontos (οντος), "ser, real", ψυχή (psykhé), "psique, alma, mente" e λόγος, (lógos), "estudo, palavra, razão"[3].

Ontopsicologia é conhecimento do ser no modo da psiquicidade humana.

Significa estudo dos comportamentos psíquicos em primeira atualidade, inclusa a compreensão do ser[4]. Estudar psicologia segundo coordenadas do real, ou intencionalidade da ação-vida, ou ação-ser. Trata-se de partir do real fato antropológico e não da sua cultura ou de suas reflexões[3].

Definição

Ph.D.Victoria Dimitrieva, Diretora da Cátedra de Ontopsicologia junto à Faculdade de Psicologia da Universidade Estatal de São Petersburgo, Rússia: "A Ontopsicologia é uma escola científica independente, com suas próprias descobertas, métodos, instrumentos de análise e intervenção".

Segundo a Universidade Estatal de São Petersburgo[5], Rússia:

"Em sentido científico moderno, segue organicamente a tradição da psicanálise e da psicologia humanista existencial mas, ao mesmo tempo, é uma escola científica independente, com suas próprias descobertas, métodos, instrumentos de análise e intervenção".[6]

Ontopsicologia é a pesquisa sobre a atividade psíquica na sua causalidade primeira, a pesquisa sobre o projeto lógico elementar que precede a atividade e fenomenologia psíquica[4].

É ciência epistêmica enquanto começa a evidenciar um princípio elementar que se faz critério de realidade funcional para a lógica humana.

A Ontopsicologia é a última nascida entre as ciências contemporâneas, que tem por objeto a análise da atividade psíquica. Inscreve-se no filão da psicologia humanístico-existencial. Elabora-se no êxito clínico do desaparecimento da noxa patógena e na realização da pessoa, segundo a objetiva intencionalidade do projeto de natureza concreta, seja individual que sistêmico (economia, técnica e política); e tem também um aspecto global e interplanetário.

A Ontopsicologia nasce de uma evidência interna à obra clínica bem sucedida. O iniciador dessa escola, Antonio Meneghetti, ao exercitar a psicoterapia, vendo o resultado positivo – depois de cinco sessões, a pessoa realizava a saúde – começou a analisar aquilo que fazia e teorizou a experiência clínica que o fato lhe evidenciava. Naquele ponto, percebeu que havia tocado aquela estrada que se buscava em psicologia, que Husserl havia anunciado em sua Crise das ciências. Sucessivamente, começou a aplicá-la também no campo criativo e liderístico.

Em 1972, Joseph P. Ghougassian publica o livro Gordon W. Allport's ontopsychology of the person.

A Ontopsicologia é, de fato, um método para autenticar e desenvolver o homem criativo, mas para obter isto, é preciso saber ler o princípio elementar que constitui a natureza humana e avalia o positivo e negativo para esta.

O nome Ontopsicologia nasce na reunião que fizeram em Paris, em 1956, Skinner, Rogers, May, Maslow, Sutich e outros, os quais criaram o nome, mas não sabiam exatamente como ela deveria ser. Entre eles, na crise em que se encontravam, foi asserido que, para resolver os problemas conexos com a psicologia avançada, era preciso aguardar uma outra força, a quarta força[7].

Anos depois, em 1972, Joseph P. Ghougassian[8] publica o livro Gordon W. Allport's ontopsychology of the person, onde analisa retrospectivamente as contribuições de Allport à psicologia da personalidade. O termo "Ontopsicologia" é utilizado em referência à psicologia de um Self, entendido como um projeto aberto em contínua auto-construção (autóctise). Faltava, porém, o método ontopsicológico, o qual foi desenvolvido durante os diversos anos de clínica, por Antonio Meneghetti.

Atualmente, de fato, a Ontopsicologia já pode ser considerada como "técnica". Impostado o método de diagnose e de intervenção ontopsicológico, se a pessoa não se contrapõe conscientemente, o resultado é exatamente aquele previsto. O homem é sempre livre; também na doença ou na morte existe um fio de liberdade e, freqüentemente, mesmo sabendo que morrerá, a pessoa prefere morrer a mudar.

A Ontopsicologia é uma ciência que colheu a elementaridade base do humano, a qual funciona em qualquer inconsciente e com qualquer povo. Esta se confronta apenas sobre fatos: o desaparecimento do sintoma e o reforço do projeto integral do homem.

A Ontopsicologia analisa o homem no seu fato existencial e histórico; ela tem por objeto a estrutura psíquica e a sua intrínseca lógica.

Ontopsicologia: (psicologia do ser) reproposição do conhecimento elementar para reimpostar o sujeito humano em contato consciente e operativo com o mundo-da-vida, ou realidade do ser, com o escopo de realização individual e integral.


A Ontopsicologia é uma ciência que justifica a própria diversidade das outras ciências sobre a base de algumas inovações prioritárias e exclusivas. Ela, de fato, descobriu três realidades cardeais para compreender a existência humana, sobre as quais funda toda a própria teoria e prática:

  1. Em Si ôntico (essência virtual e formal);
  2. campo semântico (transferência);
  3. monitor de deflexão (distorção).

História

As origens

Ph.D.Antonio Meneghetti, iniciador da Escola Ontopsicológica e da Associação Internacional de Ontopsicologia, com sede em Roma, Itália.

A história da Ontopsicologia está intimamente relacionada com a trajetória da pesquisa científica empreendida por seu fundador. No final dos anos 60, Meneghetti é atraído pela investigação da esquizofrenia, na qual colhe um paralelismo com o insolúvel dilema a respeito do problema crítico do conhecimento. Após ter visitado os centros europeus de pesquisa psicanalítica (Paris, Friburgo, Londres, Tavistok, Viena, Selva Negra), encontra-se com as correntes norte-americanas, das quais inicialmente privilegia Rogers, May e Maslow. Husserl estimula-o muito, mas não lhe parece suficiente a redução proposta por Binswanger. Dedica-se a uma intensa atividade psicoterapêutica por aproximadamente dez anos, durante os quais demonstra familiaridade e domínio das sintomatologias crônicas, resolvendo-as.

Nos início dos anos 70, desenvolve a primeira formalização teórica da ciência ontopsicológica, no texto "Ontopsicologia do homem" (original de 1971, editado posteriormente sob o título "O Em Si do Homem", em 1989), o qual fora utilizado nas lições realizadas nos cursos de Psicoterapia e Ontopsicologia do doutorado da Universidade Internacional São Tomás de Aquino, em Roma.

A impostação, definida por meio desse sólido estudo e confronto entre as várias vozes da psicologia de todas as épocas, era clara sob o perfil filosófico, mas emergia a necessidade de uma verificação experimental, que demonstrasse a validade da novidade em sentido científico. Meneghetti procurava, no plano da psicologia, a verificação clínica que fornecesse a evidência do resultado empírico: era preciso definir a metodologia clínica (nova tanto em relação à psicanálise, quanto à terapia de Rogers) por meio do sucesso da cura das patologias mentais e, paralelamente, formalizar de maneira cada vez mais ampla e detalhada os aspectos teóricos.

Para perseguir esses objetivos, é inaugurado em Roma, em 15 de novembro de 1972, um Centro de Terapia Ontopsicológica, autônomo, que oferece cursos de formação em psicoterapia ontopsicológica. Vale lembrar que os primeiros cursos de Graduação em Psicologia foram inaugurados na Itália em 1971 na Faculdade do Magistério. O Centro de Terapia Ontopsicológica é, portanto, a primeira escola de psicoterapia fundada na Itália.



As descobertas

A partir dos resultados positivos obtidos no campo de cura, Meneghetti recolhe elementos que lhe permitem chegar a uma série de descobertas, que serão gradualmente expostas nos congressos e convenções de Ontopsicologia, organizados a partir de 1973, justamente com o escopo de expor os resultados clínicos e a metodologia, formalizados sucessivamente na forma de publicações.

A primeira descoberta, que se revela depois fundamental, é o campo semântico. É possível colher a informação-base que a natureza usa entre as próprias individuações. Ainda que a pessoa agisse em perfeita boa-fé no plano racional-consciente, por meio da leitura deste código, podia-se ver como a própria natureza agia, em sentido físico, biológico, de maneira completamente inconsciente ao Eu do sujeito, frequentemente em clara antítese.

Mesmo valendo o princípio de indeterminação de Heisenberg, pode-se colher a exatidão do efeito. No âmbito dos comportamentos elementares da energia, a forma se especifica em um processo anterior à fenomenologia corpuscular ou ondular da matéria. Em sentido clínico, portanto, é possível ver onde e como a psique do sujeito opera no sentido da saúde e onde em patologia, entendida em sentido físico, molecular, como ruptura da ordem biológica.

Prof. Albert Aleksandrovich Krylov, Decano da Faculdade de Psicologia da Universidade Estatal de São Petersburgo em 1989: A Ontopsicologia consente a integração dos conhecimentos psicológicos e do saber psicológico aos conhecimentos das outras ciências.

Em consequência dessa primeira descoberta, foi possível definir a "psicologia negativa" como atitude do sujeito a afetar os processos biológicos. A raiz última era constituída por uma distorção que Meneghetti define, nos anos sucessivos, monitor de deflexão, a qual tornava essa atitude automática, como um sistema no interior do sujeito.

Obtida a cura do sintoma, Meneghetti aprofunda o estudo sobre a primeira intencionalidade da pessoa, ou seja, aquela pulsão que, se agida, leva à realização da saúde e da identidade da unidade de ação homem, a qual define Em Si ôntico, o primeiro formal intencionante.

A expansão internacional

Alguns anos depois, em 15 de fevereiro de 1978, funda a Associação Internacional de Ontopsicologia (AIO), que dá continuidade às atividades da precedente Escola, mas amplia o seu horizonte, perseguindo de maneira mais ampla o objetivo de inserir a posição científica da Ontopsicologia no interior do debate científico-cultural internacional. Nesse mesmo ano, nasce a Ontopsicologica Editrice, que publica o volume Ontopsicologia Clínica, o qual recolhe os conteúdos dos seis primeiros congressos.

Com Ontopsicologia Clínica, Meneghetti entende[3]:

"Racionalidade sobre o sintoma em conformidade à lógica de natureza, e restituição desta norma ao paciente".

A partir de 1979, e nos anos 80, seguem-se publicações, congressos, atividades demonstrativas (frequentemente com entrevistas in vivo) e reconhecimentos institucionais, que levam a Ciência Ontopsicológica ao contato e ao confronto com o trabalho de outras escolas que manifestam autonomia intelectual.

Concluída a fase de experimentação clínica, a posição ontopsicológica é explicitada - nos diversos congressos e atividades - sobre temáticas sociais, como a pedagogia, a criatividade, a arte, a política, a economia, também por meio da publicação da revista Ontopsicologia, a partir de 1983. Da psicoterapia de cura, passa-se à autenticação do humano, com particular interesse pelo pesquisador científico.

Embora a noção de monitor de deflexão já estivesse presente desde 1973, a exposição teórica das três descobertas epistêmicas só é completada em 1985, com a apresentação do texto O monitor de deflexão na psique humana, que se junta aos outros dois textos fundamentais: Campo Semântico e O Em Si do Homem.

O aporte das descobertas da Ontopsicologia permite integrar ao método científico racional (indutivo-dedutivo) o elemento intuitivo, cuja compreensão científica se funda nos princípios complementares do Em Si ôntico, campo semântico e monitor de deflexão.

A partir de 1988, a AIO passa a organizar, anualmente, a Summer University of Ontopsychology, encontro anual que expõe as atualizações da posição ontopsicológica.

Em 1989, o interesse do mundo ex-soviético pelo trabalho de Antonio Meneghetti é formalizado no protocolo de intenções entre AIO e a Universidade Estatal de São Petersburgo (então Leningrado).

A partir dos primeiros anos de 1990, e por toda a década, o método terapêutico ontopsicológico é apresentado com sucesso em várias nações, sancionando a validade da metódica sobre o ser humano, prescindindo da cultura de origem.

Em junho de 1999, a AIO é admitida como ONG com status consultivo especial[9] junto ao Conselho Econômico e Social – ECOSOC - das Nações Unidas. Desde os anos de 1980, foram fundadas Associações de Ontopsicologia no Brasil, Rússia e Letônia, iniciando-se também significativas relações com a China.

A integração das ciências psicológicas

Atualmente, a Ciência Ontopsicológica, que tem um método e instrumentos próprios, é ensinada com aplicações nos vários campos de realização existencial do homem junto à Universidade Estatal de São Petersburgo, que em 2004 inaugurou a Cátedra de Ontopsicologia; junto à Antonio Meneghetti Faculdade, no Brasil; e, no que se refere ao âmbito empresarial, com os cursos MBA (Master of Business Administration) junto aos vários centros de cultura humanista fundados no mundo desde os anos de 1970 (Lízori, Recanto Maestro, Bernia, Lizari, Marudo, Niotan, Diostan, Vitolga, entre outros).

O cientista russo, Albert A. Krylov[10], afirma, acerca do papel da Ontopsicologia enquanto ciência epistêmica e, portanto, acerca do papel da Ontopsicologia no processo de integração das ciências:

"O que é evidente, é que foi criado um novo thesaurus, que consente tanto a integração dos conhecimentos psicológicos, quanto a integração do saber psicológico aos conhecimentos das outras ciências. Se nos voltarmos ao trabalho conduzido pelo Prof. Meneghetti (Lattes) junto à Associação Internacional de Ontopsicologia, não se pode deixar de notar uma substancial semelhança com o trabalho do laboratório de Wundt, levando em consideração o fato de que a Ontopsicologia tem um importante elemento a mais, enquanto foi confirmada com sucesso pela atividade prática. Tudo isso nos permite antever um fortalecimento das posições da Ontopsicologia no processo de integração das ciências".

A Cátedra de Ontopsicologia

Inauguração da Cátedra de Ontopsicologia, em 27 de maio de 2004, no Palácio dos Doze Colégios da Universidade Estatal de São Petersburgo. Compondo a mesa (da esquerda para a direita): a Decana da Faculdade de Psicologia, Larissa Tsvetkova, a Reitora da Universidade Ludmila A. Verbitskaja e o Acadêmico Prof. Antonio Meneghetti

A Universidade Estatal de São Petersburgo é uma das mais antigas e prestigiosas universidades da Rússia. Fundada em 1724 por Pedro, o Grande, é composta atualmente por 20 faculdades e 11 institutos de pesquisa, conta com mais de 25.000 alunos, 2.000 doutorandos, cerca de 5.000 pesquisadores e mais de 40 membros da Academia Russa de Ciências e Instrução. A instituição formou 8 ganhadores do prêmio Nobel: Ivan Pavlov] (Fisiologia e Medicina, 1904), Ilya Mechnikov (Fisiologia e Medicina, 1908), Nikolay Semeonov (Química, 1956), Lev Landau (Física, 1962), Aleksandr Prokhorov (Física, 1964), Wassily Leontief (Economia, 1973), Leonid Kantorovich (Economia, 1975) e Joseph Brodsky (Literatura, 1987).

No arco de três séculos da sua história, a Universidade Estatal de São Petersburgo adquiriu uma rica experiência de colaboração internacional no âmbito da ciência, instrução e cultura. Entre essas interações, destaca-se a colaboração com a Associação Internacional de Ontopsicologia, que iniciou na década de 90, quando o Acadêmico Professor Antonio Meneghetti conheceu sumidades da escola psicológica russa como B. Lomov, A. Krylov, J. Zabrodin entre outros.

Foram mais de 10 anos de análise e verificação dessa jovem ciência pela rigorosa e tradicional academia russa. Em 2003, foi inaugurado o programa de Magistratura em Ontopsicologia sob a direção da Prof.a Natalia Grishina, com o escopo de preparar especialistas com alta qualificação no âmbito da Ontopsicologia.

O Ministério da Instrução Russa reconheceu a Ontopsicologia como “um novo endereço científico-prático, dentro da psicologia moderna, que representa a síntese das abordagens evolutivas e diferenças individuais e é voltado à descrição integral da vida do homem e do devir da sua individualidade”.

A teoria-base da Ontopsicologia foi então inserida na nova edição do “Manual de Psicologia Geral” aprovado pela Comissão para a Garantia Metódica do Ministério da Instrução Russa e aconselhado pelo Ministério da Educação a todas as faculdades universitárias onde são ativados os cursos de psicologia e a todos os institutos de ensino superior da Federação Russa.

Em 27 de maio de 2004, na Aula Magna do Palácio dos Doze Colégios – o edifício administrativo principal da Universidade Estatal de São Petersburgo – na presença do Acad. Prof. Antonio Meneghetti, da Reitora da Universidade Ludmila A. Verbitskaja e da Decana da Faculdade de Psicologia, Larissa Tsvetkova.

Na ocasião, a então Reitora da Universidade Estatal de São Petersburgo, Ludmila A. Verbitskaja, afirmou:

“A humanização da ciência é o caminho para a humanização de toda a sociedade. Na nossa realidade, somente a ciência ontopsicológica pode realizar tal tarefa.”

Além das personalidades citadas, a inauguração solene da Cátedra de Ontopsicologia controu com a participação de centenas de acadêmicos, professores, estudantes e pesquisadores provenientes da Rússia, Itália, Europa e América Latina.

Universidades

Antonio Meneghetti Faculdade: uma das instituições de ensino superior pioneiras no ensino da Ontopsicologia no Brasil.

A Ontopsicologia faz parte da grade curricular de cursos de graduação e pós-graduação em diversas instituições no mundo:

Universidade Estatal de São Petersburgo, Rússia

Pós-Graduação

Graduação

Antonio Meneghetti Faculdade, Brasil

Pós-Graduação

Graduação

Università La Sapienza, Roma

Universidade de Dnipropetrovsk, Ucrânia

Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

Congressos científicos

Ontopsicologia no Congresso Mundial de Psicologia, Berlim, 2008 Ontopsychology: science of the psyche.

Psicologia

Ao longo dos últimos 35 anos, foram inúmeros os Congressos de Ontopsicologia organizados pela AIO com o escopo de apresentar à comunidade científica o método e os resultados de sua práxis. Igualmente fundamental, é a participação da Ontopsicologia nos mais importantes congressos científicos internacionais das diversas áreas de aplicação, dentre os quais, destacam-se os mais recentes:

  • 30th International Congress of Psychology: Psychology serving humanity[12], realizado em 2012 sob os auspícios da International Union of Psychological Science (IUPsyS), em Cape Town, África do Sul.
  • Convenor: Bernabei Pamela (Italy)
  • Discussant: Lacerda e Silva Wesley(Brazil)
  • Vereitinova Tatiana (Russia) - Long life learning by ontopsychology for leaders in times of globalisation
  • Bernabei Pamela (Italy) - Creativity in business leaders
  • Brazzolotto Fabrizio (Germany) - Intuition and results: The dual concept for the leader
  • Palumbo Gabriella (Italy), Schutel Soraia (Brazil) - The quid of economics: The subject object relation function
  • De Santis Elisa (Italy) - Art and artist personality: An innovative ontopsychological perspective on creativity and art
  • Capasso Marina (Italy) Palumbo Gabriella - Image and unconscious: The ontopsychological contribution to the study of dreams
  • XXIX International Congress of Psychology[14][15], realizado em 2008 sob os auspícios da International Union of Psychological Science (IUPsyS)[16], em Berlim. Apresentação do Painel: "The integration of scientific knowledge: Ontological knowledge and consciousness"[17][18].
  • Ontopsychology in the strategic guidance to develop the faculty of psychology, State University of St. Petersburg, Russia. Tsvetkova, Larissa A. (Rússia).
  • ontological knowledge and consciousness. Meneghetti, A. (Itália).
  • The further reaches of the psychology of being: Ontopsychology. Grishina, Natalia V. (Rússia)
  • Responsibility and creative evolution: prospectic synthesis of instruments and application. Lacerda e Silva, W. (Brasil).
  • The concept of authentication: methodological aspects and psycho-social implications. Dmitrieva, Victoria (Russia).
  • Ethical principles and political decisionmaking across international boundaries. Argenta, R. (Brasil).
  • 5th World Congress for Psychotherapy[19][20], realizado em 2008 em Pequim, China:
  • The ontopsychological approach: Methods, instruments and results. Meneghetti, Antonio et al..
  • Psychotherapy as authentication of the ego: Bring ontopsychological psychotherapy to leaders and businesses. Meneghetti, Antonio..
  • X European Congress of Psychology, realizado de 3 a 6 de julho de 2007, com o tema Mapping of psychological knowledge for society
  • IV Congresso Mundial de Psicoterapia[21][22], Buenos Aires, Argentina, 27-30 de Agosto de 2005, onde foram apresentados os seguintes trabalhos[23]:
  • Psicoterapia para líderes en tiempos de globalización. BERNABEI, Pamela.
  • Melolistica: salud, bienestar psicofísico y funcionalidad psicoemotiva. BRUOGNOLO, Marcello.
  • La psicoterapia de autenticación en el entendimiento ontopsicologico. DMITRIEVA, Victoria.
  • El modelo de psicoterapia ontopsicológica, DIMITRIEVA, Viktoria.
  • Presentación de Libro: Manual de Ontopsicologia. GARCIA MORENO LEONARDI, Paolo.
  • Ontopsicologia: el nexo ontologico nella Psicologia. MENEGHETTI, Antonio.
  • Esquizofrenia por ontopsicología. BRUOGNOLO, Marcello.
  • 15º Congresso da Associação Européia de Psicoterapia (EAP), 3º Congresso da Federação Italiana de Associações de Psicoterapia (FIAP), Palácio dos Congressos, 14 a 17 de junho de 2007.
  • Schizofrenia by Ontopsychology. Patological or existential problem? An integral approach to overcome emotional crisis. MENEGHETTI, A.
  • IX Congresso Mundial de Psicomotricidade, Verona, Itália, 6 a 9 de maio de 2010.
  • Da percepção visceral à sanidade psicocorporal, CAPASSO, Marina.
  • A Melolística como técnica psicocorpórea e instrumento de intervenção voltada à recuperação do contato com a própria inteligência visceral, com particular atenção ao papel da figura do melolista, SCATTONI, Rita.

Psicossomática

  • VIII Congresso Internacional de Ontopsicologia. 10 de dezembro de 1980, Roma (Itália).
  • Ciclo de iniciativas da Associação Internacional de Ontopsicologia por ocasião do Global Teach-In – ONU “DNA e informação”, 8 a 29 outubro de 1995, Itália
  • III Congresso da Sociedade Centro-Oeste de Cardiologia, 9-11 de novembro de 1995, Brasília (Brasil). Conferência de abertura.
  • Seminário “Medicina e Ontopsicologia”. Abril de 1996, Capital University of Medical Sciences, Pequim (China)
  • Visita ao Capital Institute of Medicine – Beijing Tongren Hospital. Abril de 1996, Pequim (China)
  • Seminário “Os correlatos neurofisiológicos da atividade psíquica”, 14 a 18 de maio de 1997, Instituto de Psicologia, Capital University, Pequim (China).
  • Conferência “A intencionalidade consciente ou latente do doente” (OMS), 10 de maio de 1997, Trevi (Itália)
  • I Seminário Internacional de Psicossomática, 26 a 29 de junho de 1997, Sede da ONU, Genebra (Suíça)
  • II Seminário Internacional de Psicossomática, 10 a 13 de junho de 1998, Assis (Itália).
  • Congresso Internacional “Ontopsicologia e Memética”, 18 a 21 de maio de 2002, Milão (Itália). Diversos trabalhos sobre o tema “Meme e psicossomática”.
  • Conferência "A psicossomática do câncer", 14 de novembro de 2009, Recanto Maestro, Brasil.

Sociedade contemporânea

Ontopsicologia

Ontopsicologia na UNESCO.jpg

ONU/UNESCO

Summer University of Ontopsychology

Origens

Summit de Psicologia Científica, realizado em Lízori, Itália, em 1987. Na foto, Prof. Antonio Meneghetti, Presidente da Associação Internacional de Ontopsicologia, Alexej Matiuskin, então Presidente da Associação dos Psicólogos da União Soviética e Prof. Frank Barron, da Universidade da Califórnia.

Em Lizori, em 14 e 15 de junho de 1987, aconteceu um Summit de Psicologia Científica, conduzido por Antonio Meneghetti, Prof. Frank Barron e Alexej Matiuskin (Presidente da Associação dos Psicólogos da União Soviética, Diretor do Instituto Psicopedagógico da Academia das Ciências da URSS). Foi um encontro “histórico”, que colocava em discussão os estudos de psicologia americanos e soviéticos.

O encontro teve grandes resultados. Matiuskin foi o primeiro que levou seriamente a Ontopsicologia à Rússia. Além disso, o encontro deu início, através do contato do Prof. Frank Barron, a uma colaboração com a Universidade de Santa Cruz, que no ano sucessivo, deu origem à primeira Summer Session of Ontopsychology, em Lízori.

O Corriere dell’Umbria (7 de junho de 1987), em um artigo assinado por Sergio Milic, reporta:

"O objetivo é, desde já, declarado: explorar as novas fronteiras da psicologia aplicada, sobre a onda de um fecundo intercâmbio de opiniões. Neste campo, como destaca com orgulho Meneghetti, a Ontopsicologia já pulou etapas. Um importante aval dos argumentos deveria vir exatamente de Barron e Matiuskin, epônimos de uma ciência há tempos decaída no alvéolo social. O americano e o soviético conhecem e apreciam a bagagem de noções práticas acumuladas pelo colega italiano.

E, em Lízori, graças à iniciativa de Antonio Meneghetti, um americano e um soviético falavam de criatividade. Contemporaneamente, fora de Lízori, os Estados Unidos e a Rússia combatiam no alge de uma Guerra Fria.

20 anos

Em 2008 a Summer University of Ontopsychology completou 20 anos. A primeira, organizada em 1988 em Lízori (Úmbria, Itália), tratou sobre o tema da criatividade. O evento proporcionou o encontro entre o pensamento ontopsicológico e um dos máximos expoentes sobre a criatividade dos Estados Unidos, Prof. Frank Barron, da Universidade de Santa Cruz, Califórnia.

Desde então, o evento, promovido pela Associação Internacional de Ontopsicologia, sempre se caracterizou por um crescente número de participantes e também pelo ineditismo dos argumentos tratados. A impostação permaneceu sempre a inicial: 10 a 15 dias de verão italiano nos quais, junto à sessão de estudos propriamente dita, são organizados eventos de arte, moda, esporte, cultura e recreação. A Summer é a ocasião em que o trabalho de pesquisa e formação realizados nos diversos centros de Ontopsicologia no mundo confluem, em que pesquisadores, estudantes, profissionais e público interessado em geral, de diversas nações se encontram para compartilhar experiências e atualizar seus conhecimentos.

Os primeiros anos da Summer foram dedicados à estruturação da produção escrita da metodologia ontopsicológica, gerando posteriormente os livros Manual de Ontopsicologia e Dicionário de Ontopsicologia (Psicologica Editrice). Sucessivamente, acompanhou os estudantes da Universidade Estatal de São Petersburgo a sustentar o exame final escrito e oral de Ontopsicologia previsto pelo Departamento de Ontopsicologia da universidade, indispensável segundo o programa ministerial russo para consentir a láurea ou especialização em Ontopsicologia.

Temáticas recentes

Mesa redonda de abertura da Summer University of Ontopsychology 2006: A crise das democracias contemporâneas e a Justiça Social.

Nos últimos anos a Summer University of Ontopsychology voltou-se principalmente a temas filosóficos e sociais:

A Summer University hoje

Atualmente, a Summer University of Ontopsychology, realizada anualmente, serve aos seguintes propósitos:

  • Divulgar os principais avanços feitos pelos diversos pesquisadores que atuam com o método ontopsicológico no mundo.
  • Abrir novos temas de pesquisa e aplicação.
  • Reunir interessados de diversas partes do mundo para troca de experiências.
  • Realizar lições introdutórias à teoria e método da Ontopsicologia.

Associações

A divulgação e a representação institucional da Ontopsicologia no mundo é feita por meio das seguintes Associações:

Fundações de Pesquisa

Com o intuito de promover a pesquisa científica e humanista no mundo, foram constituídas fundações de pesquisa em Ontopsicologia conforme segue:

Publicações

Livros

A Ontopsicológica Editora Universitária é a principal editora que se ocupa de publicações sobre Ontopsicologia no Brasil, sendo que, atualmente, há mais de 40 títulos sobre Ontopsicologia, disponíveis em italiano[25][26], português[27], russo[28], inglês[29][30], francês, chinês[31], espanhol, alemão[32] e letão[33].

Artigos científicos

Revista Saber Humano, publicação científica semestral da Antonio Meneghetti Faculdade

Existem inumeráveis pesquisas científicas publicadas em periódicos e congressos científicos em várias partes do mundo. Abaixo, seguem alguns dos mais recentes artigos científicos sobre Ontopsicologia:

  • The psychosomatics of cancer, Meneghetti, A. in Journal of Chinese Clinical Medicine, Vol.5, No.7
  • Ontopsychology clinics:The pathogenetic process within organismic unity with special reference to the coccygeal zone', Meneghetti, A., Capasso, M. in Journal of Chinese Clinical Medicine, Vol.5 No.12
  • Revista Saber Humano, publicação científica da Antonio Meneghetti Faculdade (AMF). Ano I. Número 1. 2011
  • A doença como aspecto de contradição do indivíduo, Meneghetti, A. in Atos do XXXII Congresso Interamericano de Psicologia (SIP 2009), promovido pela Sociedade Interamericana de Psicologia, realizado de 28 de junho a 2 de julho de 2009, na Guatemala.
  • A Contribuição da Metodologia Ontopsicológica para a Aprendizagem Individual e a Formação de uma Mentalidade Sustentável, Montenegro, A.C. in XXXV Encontro da ANPAD, realizado de 4 a 7 de setembro de 2011, no Rio de Janeiro/RJ.
  • Educação Para a Sustentabilidade no Contexto de um Curso de MBA, Campos, S., Shutel, S. XIII Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente (ENGEMA), realizado de 5 a 7 de dezembro de 2011, em São Paulo - SP
  • Nova fronteira para controle da AIDS: visão ontopsicológica da etiologia e tratamento das doenças, Chikota, H.; Mendes, A. M.; Wazlawickk, P., in XXXIII Congresso Interamericano de Pscología (SIP 2011), realizado de 26 a 30 de junho de 2011, em Medelín, na Colômbia. Publicado nos Anais do evento: Internacional Journal of Psychological Research - ISSN eletrônico 2011-7922 / ISSN impresso 2011-2084. p. 996.
  • Formação de pedagogos: entre as estereotipias e as possibilidades criativas humanas, Mendes, A. M.; Giordani, E. M. in XXXIII Congresso Interamericano de Pscología (SIP 2011), realizado de 26 a 30 de junho de 2011, em Medelín, na Colômbia. Publicado nos Anais do evento: Internacional Journal of Psychological Research - ISSN eletrônico 2011-7922 / ISSN impresso 2011-2084. p. 1628.
  • Dialética entre responsabilidade social & sustentabilidade para efetivação do desenvolvimento regional, Bulegon, A.M.; Wazlavick, P.; et. al. in 6o IFBAE - Congresso do Instituto Franco-Brasileiro de Administração de Empresas, realizado em 23 e 24 de maio de 2011, em Franca-SP. Publicado no Livro Eletrônico (CD Rom): ISBN 978-85-8740655-2.

Para acessar um maior leque de publicações científicas sobre Ontopsicologia, pode-se consultar:

Referências

  1. Ontopsicologia: Fundação Antonio Meneghetti
  2. Ontopsicologia: Antonio Meneghetti Faculdade
  3. MENEGHETTI, Antonio. Manual de Ontopsicologia. 4 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2010. ISBN 978-85-88381-52-0
  4. MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4
  5. Faculdade de Psicologia da Universidade Estatal de São Petersburgo, Rússia
  6. Mestrado em Ontopsicologia pela Universidade Estatal de São Petersburgo
  7. MASLOW, A. Toward a psychology of being. New York: D. Van Nastrand Company, 1968. Quando Rollo May veio a saber da realidade da Ontopsicologia, depois de ter visto o método, compreendeu e confirmou que finalmente aquela quarta força havia nascido. Poderia trazer o paralelo com a física: Einstein intuiu a lei da relatividade, mas jamais a demonstrou; foram Fermi e Oppenheimer a dar-lhe a demonstração física
  8. GHOUGASSIAN, J.P. Gordon W. Allport's Ontopsychology of the Person, p. 14. New York: Philosophical Libraly, Inc., 1972.
  9. Status consultivo especial junto ao ECOSOC/ONU
  10. Albert A. Krylov é Doutor em Ciências Psicológicas. De 1967 a 1969 dirigiu a Cátedra de Psicologia Engenherística da Universidade Estatal de São Petersburgo. De 1976 a 2001 foi Decano da Faculdade de Psicologia e dirigiu a Cátedra de Psicologia geral. Foi-lhe conferido o título honorífico de "Emérita personalidade das ciências russas". Citação extraída do artigo "L'integrazione del sapere scientifico e l'Ontopsicologia", em Nuova Ontopsicologia. Revista Semestral, n.1/2001. Roma: Psicologica Editrice, 2001, pp.26-31
  11. Ontopsicologia reconhecida na Ucrânia: cobertura do Jornal Nacional e imprensa local
  12. XXX International Congress of Psychology 2012
  13. XXX International Congress of Psychology 2012: Scientific Program
  14. XXIX International Congress of Psychology 2008
  15. XXIX International Congress of Psychology 2008: Abstracts, ISBN 978-1-84169-860-1
  16. International Union of Psychological Science (IUPsyS)
  17. Trabalhos apresentados no Congresso Internacional de Psicologia, Berlim, 2008. P.107
  18. Ontopsicologia no XXIX Congresso Internacional de Psicologia em Berlim
  19. 5th World Congress for Psychotherapy, 2008, Beijin, China
  20. Scientific Program and Scientific Index of the 5th World Congress for Psychotherapy, Beijim, China, 2008.
  21. IV Congresso Mundial de Psicoterapia, Buenos Aires, Argentina, 27-30 de Agosto de 2005
  22. Coband: Associación para el Avance de la Ciencia Psicológica
  23. Indice General de los Disertantes del IV Congreso Mundial de Psicoterapia
  24. Psychology at the United Nations: A Brief History
  25. Biblioteca Nazionale Centrale di Firenze
  26. Biblioteca Nazionale Centrale di Roma (digitar "Meneghetti, Antonio" e clicar no botão "Start search")
  27. Biblioteca Nacional (Brasil)
  28. Biblioteca Nacional da Federação Russa
  29. British Library
  30. Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América
  31. Biblioteca Nacional da China (digitar "Meneghetti, Antonio" e clicar no botão azul)
  32. Biblioteca Nacional da Alemanha (Deutschen Nationalbibliothek)
  33. Biblioteca Nacional da Letônia

Ligações externas

Ferramentas pessoais